admin

24/09/2026

Compartilhe

 A alimentação é um dos principais fatores para manter cães e gatos saudáveis ao longo da vida. Uma dieta adequada fornece os nutrientes necessários para o crescimento, a manutenção do organismo, a prevenção de doenças e uma melhor qualidade de vida. 

No entanto, não existe uma alimentação única que seja ideal para todos os animais. As necessidades nutricionais mudam de acordo com a idade, o porte, o peso, o nível de atividade física, a condição corporal, a castração e, principalmente, a presença de alguma doença. 

Por isso, a escolha da alimentação deve ser individualizada e, sempre que necessário, orientada por um médico-veterinário. 

Filhotes: uma fase de grande crescimento 

Filhotes apresentam necessidades nutricionais diferentes dos animais adultos. Nessa fase, o organismo está em intenso desenvolvimento, incluindo ossos, músculos, órgãos, sistema imunológico e sistema nervoso. 

Por isso, a alimentação deve fornecer quantidade adequada de proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e energia. Dietas formuladas especificamente para filhotes são importantes para garantir um crescimento equilibrado. 

Em cães de raças grandes e gigantes, os cuidados são ainda maiores. O crescimento muito rápido pode favorecer alterações ósseas e articulares. Nesses animais, é especialmente importante utilizar uma alimentação adequada ao porte e evitar excesso de calorias e suplementações sem indicação veterinária. 

Nos gatos, a alimentação também deve acompanhar essa fase de crescimento, garantindo nutrientes essenciais para o desenvolvimento e para a formação de uma musculatura saudável. 

Adultos: manutenção e prevenção 

Na fase adulta, o objetivo principal é manter o peso adequado, a massa muscular e a saúde dos órgãos, evitando o excesso ou a deficiência de nutrientes. 

Um dos problemas mais comuns em cães e gatos adultos é o sobrepeso. O excesso de peso aumenta o risco de problemas articulares, diabetes, doenças cardiovasculares e outras alterações que podem comprometer a qualidade e a expectativa de vida. 

Animais castrados também podem apresentar mudanças nas necessidades energéticas. Por isso, a quantidade de alimento deve ser ajustada individualmente, de acordo com o peso, a condição corporal e o nível de atividade. 

A quantidade indicada na embalagem da ração é uma referência, mas não substitui a avaliação individual do animal. 

Idosos: alimentação e qualidade de vida 

Com o envelhecimento, o metabolismo pode mudar e algumas necessidades nutricionais também. Cães e gatos idosos podem apresentar redução da atividade física, perda de massa muscular, alterações dentárias e maior predisposição a determinadas doenças. 

Nessa fase, a alimentação deve ser escolhida considerando o estado geral do animal. Alguns idosos necessitam de maior controle calórico, enquanto outros precisam de estratégias nutricionais para preservar a musculatura e articulações. 

Além disso, exames periódicos são importantes para identificar precocemente alterações que possam exigir mudanças na dieta. 

Quando a alimentação precisa ser adaptada a uma doença? 

A alimentação também pode fazer parte do tratamento de diversas doenças. Nesses casos, não basta escolher uma ração simplesmente “premium” ou “super premium”: é necessário avaliar quais nutrientes precisam ser controlados ou modificados. 

Doença renal 

Animais com doença renal podem necessitar de dietas específicas, geralmente com controle de determinados nutrientes, como fósforo, além de ajustes na quantidade e qualidade das proteínas, conforme o estágio da doença. 

A dieta renal deve ser indicada individualmente, considerando exames laboratoriais, estágio da doença e condição clínica. 

Obesidade 

Quando o animal está acima do peso, é necessário controlar a ingestão calórica. Dietas específicas para redução de peso podem ajudar a proporcionar maior saciedade, mantendo nutrientes importantes enquanto reduzem o excesso de calorias. 

A quantidade oferecida também é fundamental. Mesmo uma alimentação adequada pode causar ganho de peso quando fornecida em excesso. 

Diabetes 

Nos animais diabéticos, a alimentação deve ser planejada juntamente com o tratamento. A composição da dieta, a quantidade de alimento e a regularidade das refeições podem ser importantes para auxiliar no controle da glicemia. 

Doenças gastrointestinais 

Animais com problemas digestivos podem se beneficiar de dietas de alta digestibilidade ou formuladas especificamente para determinadas alterações gastrointestinais. 

Entretanto, vômitos, diarreia ou perda de peso persistentes precisam ser investigados, pois podem ter diversas causas. 

Alergia ou reação adversa ao alimento 

Em alguns animais, determinados componentes da dieta podem estar relacionados a manifestações dermatológicas ou gastrointestinais. 

Quando existe suspeita de reação adversa ao alimento, o veterinário pode indicar uma dieta de eliminação ou uma alimentação específica, que precisa ser seguida corretamente para que possa ser avaliada. 

Doenças urinárias 

Principalmente nos gatos, algumas doenças do trato urinário podem exigir alterações na alimentação e no consumo de água. Dietas específicas podem auxiliar no controle de determinados tipos de cálculos ou cristais e na prevenção de recorrências, dependendo do diagnóstico. 

E a alimentação caseira? 

A alimentação caseira pode ser utilizada em cães e gatos, mas precisa ser corretamente formulada. 

Oferecer apenas carne, arroz, legumes ou restos da alimentação da família não garante que o animal esteja recebendo todos os nutrientes necessários. 

Dietas caseiras devem ser formuladas considerando as necessidades individuais do animal e, quando utilizadas como alimentação principal, precisam ser nutricionalmente completas e balanceadas. 

E os petiscos? 

Petiscos podem fazer parte da rotina, mas devem ser oferecidos com moderação. O excesso pode contribuir para o ganho de peso e também pode desequilibrar a alimentação. 

Além disso, alguns alimentos consumidos pelos seres humanos podem ser perigosos para cães e gatos. Por isso, é importante conhecer quais alimentos são seguros antes de oferecê-los ao animal. 

Cada animal tem uma necessidade diferente 

A alimentação ideal não depende apenas da idade. Dois cães adultos, por exemplo, podem ter necessidades completamente diferentes devido ao porte, nível de atividade, peso, castração ou presença de alguma doença. 

O mesmo acontece com os gatos. 

Por isso, antes de mudar a alimentação, aumentar ou reduzir a quantidade de comida, oferecer suplementos ou utilizar uma dieta terapêutica, é importante conversar com o médico-veterinário. 

Uma alimentação adequada para cada fase da vida é uma das formas mais importantes de cuidar da saúde, prevenir problemas e proporcionar mais qualidade de vida aos nossos cães e gatos.

admin

24/09/2026

Alimentação de cães e gatos: o que muda em cada fase da vida?

 A alimentação é um dos principais fatores para manter cães e gatos saudáveis ao longo da vida. Uma dieta adequada fornece os nutrientes necessários para o crescimento, a manutenção do organismo, a prevenção de doenças e uma melhor qualidade de vida. 

No entanto, não existe uma alimentação única que seja ideal para todos os animais. As necessidades nutricionais mudam de acordo com a idade, o porte, o peso, o nível de atividade física, a condição corporal, a castração e, principalmente, a presença de alguma doença. 

Por isso, a escolha da alimentação deve ser individualizada e, sempre que necessário, orientada por um médico-veterinário. 

Filhotes: uma fase de grande crescimento 

Filhotes apresentam necessidades nutricionais diferentes dos animais adultos. Nessa fase, o organismo está em intenso desenvolvimento, incluindo ossos, músculos, órgãos, sistema imunológico e sistema nervoso. 

Por isso, a alimentação deve fornecer quantidade adequada de proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e energia. Dietas formuladas especificamente para filhotes são importantes para garantir um crescimento equilibrado. 

Em cães de raças grandes e gigantes, os cuidados são ainda maiores. O crescimento muito rápido pode favorecer alterações ósseas e articulares. Nesses animais, é especialmente importante utilizar uma alimentação adequada ao porte e evitar excesso de calorias e suplementações sem indicação veterinária. 

Nos gatos, a alimentação também deve acompanhar essa fase de crescimento, garantindo nutrientes essenciais para o desenvolvimento e para a formação de uma musculatura saudável. 

Adultos: manutenção e prevenção 

Na fase adulta, o objetivo principal é manter o peso adequado, a massa muscular e a saúde dos órgãos, evitando o excesso ou a deficiência de nutrientes. 

Um dos problemas mais comuns em cães e gatos adultos é o sobrepeso. O excesso de peso aumenta o risco de problemas articulares, diabetes, doenças cardiovasculares e outras alterações que podem comprometer a qualidade e a expectativa de vida. 

Animais castrados também podem apresentar mudanças nas necessidades energéticas. Por isso, a quantidade de alimento deve ser ajustada individualmente, de acordo com o peso, a condição corporal e o nível de atividade. 

A quantidade indicada na embalagem da ração é uma referência, mas não substitui a avaliação individual do animal. 

Idosos: alimentação e qualidade de vida 

Com o envelhecimento, o metabolismo pode mudar e algumas necessidades nutricionais também. Cães e gatos idosos podem apresentar redução da atividade física, perda de massa muscular, alterações dentárias e maior predisposição a determinadas doenças. 

Nessa fase, a alimentação deve ser escolhida considerando o estado geral do animal. Alguns idosos necessitam de maior controle calórico, enquanto outros precisam de estratégias nutricionais para preservar a musculatura e articulações. 

Além disso, exames periódicos são importantes para identificar precocemente alterações que possam exigir mudanças na dieta. 

Quando a alimentação precisa ser adaptada a uma doença? 

A alimentação também pode fazer parte do tratamento de diversas doenças. Nesses casos, não basta escolher uma ração simplesmente “premium” ou “super premium”: é necessário avaliar quais nutrientes precisam ser controlados ou modificados. 

Doença renal 

Animais com doença renal podem necessitar de dietas específicas, geralmente com controle de determinados nutrientes, como fósforo, além de ajustes na quantidade e qualidade das proteínas, conforme o estágio da doença. 

A dieta renal deve ser indicada individualmente, considerando exames laboratoriais, estágio da doença e condição clínica. 

Obesidade 

Quando o animal está acima do peso, é necessário controlar a ingestão calórica. Dietas específicas para redução de peso podem ajudar a proporcionar maior saciedade, mantendo nutrientes importantes enquanto reduzem o excesso de calorias. 

A quantidade oferecida também é fundamental. Mesmo uma alimentação adequada pode causar ganho de peso quando fornecida em excesso. 

Diabetes 

Nos animais diabéticos, a alimentação deve ser planejada juntamente com o tratamento. A composição da dieta, a quantidade de alimento e a regularidade das refeições podem ser importantes para auxiliar no controle da glicemia. 

Doenças gastrointestinais 

Animais com problemas digestivos podem se beneficiar de dietas de alta digestibilidade ou formuladas especificamente para determinadas alterações gastrointestinais. 

Entretanto, vômitos, diarreia ou perda de peso persistentes precisam ser investigados, pois podem ter diversas causas. 

Alergia ou reação adversa ao alimento 

Em alguns animais, determinados componentes da dieta podem estar relacionados a manifestações dermatológicas ou gastrointestinais. 

Quando existe suspeita de reação adversa ao alimento, o veterinário pode indicar uma dieta de eliminação ou uma alimentação específica, que precisa ser seguida corretamente para que possa ser avaliada. 

Doenças urinárias 

Principalmente nos gatos, algumas doenças do trato urinário podem exigir alterações na alimentação e no consumo de água. Dietas específicas podem auxiliar no controle de determinados tipos de cálculos ou cristais e na prevenção de recorrências, dependendo do diagnóstico. 

E a alimentação caseira? 

A alimentação caseira pode ser utilizada em cães e gatos, mas precisa ser corretamente formulada. 

Oferecer apenas carne, arroz, legumes ou restos da alimentação da família não garante que o animal esteja recebendo todos os nutrientes necessários. 

Dietas caseiras devem ser formuladas considerando as necessidades individuais do animal e, quando utilizadas como alimentação principal, precisam ser nutricionalmente completas e balanceadas. 

E os petiscos? 

Petiscos podem fazer parte da rotina, mas devem ser oferecidos com moderação. O excesso pode contribuir para o ganho de peso e também pode desequilibrar a alimentação. 

Além disso, alguns alimentos consumidos pelos seres humanos podem ser perigosos para cães e gatos. Por isso, é importante conhecer quais alimentos são seguros antes de oferecê-los ao animal. 

Cada animal tem uma necessidade diferente 

A alimentação ideal não depende apenas da idade. Dois cães adultos, por exemplo, podem ter necessidades completamente diferentes devido ao porte, nível de atividade, peso, castração ou presença de alguma doença. 

O mesmo acontece com os gatos. 

Por isso, antes de mudar a alimentação, aumentar ou reduzir a quantidade de comida, oferecer suplementos ou utilizar uma dieta terapêutica, é importante conversar com o médico-veterinário. 

Uma alimentação adequada para cada fase da vida é uma das formas mais importantes de cuidar da saúde, prevenir problemas e proporcionar mais qualidade de vida aos nossos cães e gatos.

Notícias Relacionadas
45 anos da Veterinária Auxiliadora

admin

30/04/2024

45 anos da Veterinária Auxiliadora

Em 1979 iniciamos nossa trajetória na Clínica Veterinária Auxiliadora. Na busca constante de um atendimento de qualidade, passamos por diversas reformas em nossa estrutura física, a última em 2017. Nossos espaços foram climatizados e informatizados, pensando no conforto de nossos pacientes, tutores e profissionais. Instalamos energia solar, focando em sustentabilidade e no meio ambiente. Possuímos […]

Leia mais
Microchipagem: Seu pet protegido nas férias

admin

01/02/2023

Microchipagem: Seu pet protegido nas férias

A microchipagem é usada para identificação do Pet. A técnica consiste em implantar um microchip minúsculo que armazena um código único que funciona como o RG do animal. Após a colocação do chip, o Pet pode ser identificado por meio de uma leitora em qualquer parte do mundo. O Pet é registrado numa plataforma em […]

Leia mais
45 anos da Veterinária Auxiliadora

admin

30/04/2024

45 anos da Veterinária Auxiliadora

Em 1979 iniciamos nossa trajetória na Clínica Veterinária Auxiliadora. Na busca constante de um atendimento de qualidade, passamos por diversas reformas em nossa estrutura física, a última em 2017. Nossos espaços foram climatizados e informatizados, pensando no conforto de nossos pacientes, tutores e profissionais. Instalamos energia solar, focando em sustentabilidade e no meio ambiente. Possuímos […]

Leia mais
Microchipagem: Seu pet protegido nas férias

admin

01/02/2023

Microchipagem: Seu pet protegido nas férias

A microchipagem é usada para identificação do Pet. A técnica consiste em implantar um microchip minúsculo que armazena um código único que funciona como o RG do animal. Após a colocação do chip, o Pet pode ser identificado por meio de uma leitora em qualquer parte do mundo. O Pet é registrado numa plataforma em […]

Leia mais